terça-feira, 20 de novembro de 2012

Deixa Eu Cantar

A voz de Caetano abençoa o nosso amor.
Me deixa acreditar, me faz cantar, flor.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Até mais tarde

A falsa liberdade
do ex-escravo teve idade
De sobra pro samba chorar
Pra improvisar até o jazz berrar
E de tanto acumular infância
Toda noite é blues em abundância
Mas foi bem no carnaval
Que a felicidade se tornou fatal
E fevereiro dá uma saudade
Comendo o resto só de ansiedade

domingo, 28 de outubro de 2012

Sunny Day

Enquanto o sol escapa aos domingos
A cachoeira não sabe que também a espero
A alma incônscia de si, sem fins heurísticos
Numa sala de cinema entretendo horas
A arte afasta-se da vida, e ressuscita ausente
O velho tortura o novo, e o novo martiriza o velho
Mas distantes, um continua apoiando o outro
Lutando pela esperança de se caberem em paz

domingo, 21 de outubro de 2012

Lá Fora

Já é passada a hora
De levantar vôo, simbora

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Quem sou, Virginia Woolf?

Quem, eu-lírico
É eu, sou eu?
Quantos ecos
Ele também narra?
Qual volta dá meu eco
Em cada um?
Que cognição Bakhtin
guardava no coração?
Como se distingue éticos
Sem os sofistas?
O que seria de quem bate
Sem Maquês de Sade?
E que independência moral
de Jean-Paul Sartre?
O que se ouviria nos bares
se não tivesse tido Beatles?
O que seria do amor
Sem a memória?
E de Claudinho sem Bochecha?
O que se faria da matéria
Sem as idéias?
De quem mais é tua história?
Quem é o outro em você?
Quem é você no outro?
Que lírico nasce aqui?