segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

TIC-TAC

Corre o tempo
Amança o vento
O tempo voa
O vento é leve
Perde o tempo
Encara o vento
O tempo expressa
e vai de pressa
O vento cessa
O vento cessa
O vento cessa

Corre o vento
Amança o tempo
O vento voa
O tempo leva
Sente o vento
Encara o tempo
e vice-versa
e vai de pressa
O tempo cessa
O tempo cessa
O tempo cessa

Ingenuidade


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

A Árvore

No topo da montanha
o tilintar das borboletas
acordam a madrugada
O estômago em mimese
interpreta o vento

Olhos inundados pela nuvem
Em uníssono os pelos arrepiados
Pés desfigurados pela neblina
O corpo - gangorra...
Quase crio asas

Quase inverto o sol
Quase invado a lua
Quase bico o mar

mas em cada amanhecer
permaneço árvore
a esperar a primavera

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Pesadelo

Nas reticências,
o sonho sonhado corre pelo mundo
Te finca no chão e nada floresce
Transborda tempestade, depois seca.
Você ali, observando os pássaros
que em volta do sol voam ardentes
Depois pousam aqui, ali e acolá
Teu doce suor cai melodicamente
- À toa, a esmo e ao acaso...
A brisa sem-vergonha é teu momento

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Erupção

Os olhos que acordam em mim
Instantaneamente queimam
Viciosos ciclos tectônicos
Que me despertam para ti
Um mundo de ponta cabeça
Contornado em calor
Percorrendo em nós submersos
Febris num ritmo de cores