sexta-feira, 25 de março de 2011

2011

O Doente Moliére - Rubem Fonseca (Romance)
Os Prisioneiros - Rubem Fonseca (Contos)
A Bagagem do Viajante - José Saramago (Crônicas)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Drexler e M. Rita

Teu sorriso surpreso é a melhor coisa que eu já pude olhar.

domingo, 5 de dezembro de 2010

mês

Quero flores que falem e que eu possa regar. Quero horas que calem o que eu posso estragar.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Te extraño

As borboletas demoram demais a passar e eu nem lembro se um dia as senti dançar tão agitadas. Pensei em deixar que elas me levassem com a música calma, quase divina no meio de toda'quela fumaça leve mas hoje, velha que sou, as deixei brincar em mim, sozinhas. Há algumas noites sonho que a tua língua e a minha continuam a se entender como se estudadas fielmente, como quem vai à Roma. O combinado, por enquanto, é bem mais perto. Confesso que se fosse pra não voltar me entregaria às minhas vontades E mesmo que logo pare de tocar aquela música, não é contraditório mas, sem explicação, tem uma força leve. É livre.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Quero sentar no banco de praça fincado no chão em frente a sua casa. Quando viro a esquina o tenho como objetivo. Sento, sinto a fumaça quente do meu marlboro de filtro vermelho. Tento lembrar o número do seu apartamento mas meu pensamento caminha junto com as pernas de bandos de paranaenses trabalhadores que passam por mim. Aquela não costumava ser uma rua movimentada quando fazia parte de um mundo nosso, ou ao menos não tenho essa lembrança.

Enquanto caço uma caneta em minha bolsa, fixo os olhos no passado de quando eu não podia entrar nos bares. Me deparo com meu corpo gordinho, num estilo largado e cabelo chanel. O seu alto e fino mas também largado, com o cabelo falhado. Brigavamos por uma colher de sorvete, carinhosamente. O que me choca não é apenas o meu relaxo total mas meus olhos brilhando uma inocência tão distante do que hoje é só real e seco.

O que é que eu poderia dizer? Vou casar mês que vem e sabia que se não fosse agora não poderíamos nos encontrar nunca mais? Eu estou morrendo de medo de encontrar um vazio mais extenso ainda ou de você estar careca, ou seja de qualquer maneira eu estou com medo de encontrar um vazio maior ainda. Dou uma risadinha estúpida com medo de algum estranho ver, só não pude evitá-la inteira.

Dou passos em direção contrária ao seu apartamento. Pego meu carro alugado, amanhã terei que devolvê-lo. Preciso de algo que me relaxe. Ligo o som, canto, acendo um. Você deve ser super careta agora mas eu juro que só faço isso de vez em nunca. O pior abraço que poderia me dar, acho que será esse o de quando nos encontrarmos. Não espero muita coisa, sabe? Só não sei viver sem despedidas. Eu poderia ser mais Alice Ayres ou Jane Jones. Já me despedi tantas vezes de você.

Meu celular toca. É a costureira do meu vestido branco. Está pronto.